Archive for the ‘Cultura’ Category

Por Linhas Tortas

Posted: 09/06/2011 by El Gordo in Cultura, Filmes

por El Gordo

 

Bom… Quando a Kath me chamou para compor o quadro do SCD, disse que a proposta inicial do blog era de compartilhar opiniões de nerds para nerds de coisas do nosso cotidiano. Eu comecei falando sobre coisas aleatórias do mundo dos RPGistas, mas vamos ser sinceros: ser nerd é muito mais do que isso. Portanto, depois de uma segunda-feira de tempo seco e sem muito o que fazer, usei meus R$ 4 bem gastos e resolvi ir ao cinema.

Poderia falar sobre Apollo 18, filme sci-fi que seria um cruzamento de “Blair Witch Project” com o videogame de terror espacial “Dead Space”. Mas acho que eu tinha uma dívida com o cinema nacional e segui para a sessão mais vazia daquela tarde: “O Homem do Futuro”, de Claudio Torres.

A história é um pouco do que já vemos quase sempre, mas com uma pitada nova: Dr. João “Zero” (Wagner Moura) é um professor universitário à beira de um ataque de nervos que possui três motores principais em sua vida: o rancor pelo passado, o desejo de tornar as vidas de seus estudantes de Física o mais miseráveis possível, e a ambição de colocar o seu nome entre os maiores da história da Ciência, pesquisando uma nova forma de energia. Em meio a um experimento realizado à beira da expulsão de seu cargo de pesquisador, ele consegue encontrar uma fenda temporal para o seu passado em seu momento mais crítico – como vítima de bullying de uma festa universitária há 20 anos, onde perdeu Helena (Alinne Moraes), o grande amor de sua vida, para uma carreira de modelo, fama e glamour. Com esta janela para o passado, fruto de um experimento falho e randômico, ele pode ter a chance de recuperar as duas décadas perdidas de amargura e solidão, com a esperança de que não crie maiores problemas e paradoxos temporais. Para quem entende as premissas, sabe muito bem que viajar no tempo pode ser uma merda sem tamanho. Ou pode ser a aventura de uma (ou de várias) vida(s).

O filme bebe na fonte e faz referências e homenagens clássicas a muitos filmes e livros envolvendo o conceito de viagem temporal e universos paralelos – de clássicos como “Donnie Darko”, “Terminator” e “Back to The Future”, até mesmo a dramas românticos como “Butterfly Effect” e séries como “Fringe”, “Heroes” e, em uma das injustiças do filme (que não recebeu a menor menção, mesmo tendo alguns de seus conceitos e pivôs teóricos aplicados na prática), a série inglesa fodida-de-bom-pra-caralho “Doctor Who”. Entretanto, para somar tantas fontes, teorias e “ethoi” distintos, é preciso de uma sensibilidade e uma criatividade dignas para que o resultado final não penda para os lados da galhofa (como as viagens de Ash em “Evil Dead”) ou para a tediosa teoria do Acidente de Campo Temporal, onde uma flor esmagada no lugar errado pode constituir a Terceira Guerra Mundial ou mesmo o retorno dos dinossauros. No fim das contas, por não pender para nenhum dos lados, “O Homem do Futuro” constitui-se em 105 minutos de divertimento para uma tarde modorrenta, bem longe da cabeçudice padrão do cinema nacional pós-Quatrilho, onde foi redescoberta a Sétima Arte aqui em Pindorama. No fim das contas, como os chineses que copiaram aviões-caça e smartphones, estamos de maneira saudável “copiando” a indústria cultural ianque e colocando o nosso tempero nela para tornar mais palatável.

O filme, que vem na mesma toada do entretenimento-pipoca-com-mandioca-frita do novo cinema nacional (que, pela força da Lei, ganhou seu espaço dentro de nossos cinemas), segue o mesmo princípio do fantástico cotidiano brasileiro de filmes como “A Mulher Invisível” (do mesmo diretor) e outros produtos associados, saindo do eixo Favela-Sertão que tanto anima os críticos cabeçudos e tanto me aborrece. Desde “Viva Voz” de Paulo Morelli (2003) com a sempre interessante e apertável Vivianne Pasmanter (*ai, ai*) eu não tinha a oportunidade de ver um filme-pipoca brasileiro que não trouxesse mensagens morais e todo o resto, além das mensagens universais de “resista aos problemas da vida”, “tudo encontra um caminho” e “sempre saiba ler nas entrelinhas do Universo”.

Este filme não está com certeza entre os 10 filmes mais fodônicos que eu vi nos últimos 12 meses, mas também não está entre os 10 piores. O seu mérito principal é que ele conseguiu abrir três novas linhas de pensamento na cabeça deste aspirante a crítico cultural que foi sugado para o universo da política: 1) Mostrou que Wagner Moura está em um caminho de redenção depois de ficar internacionalmente conhecido como Roberto Nascimento, o Herói da Classe Mérdia de “Tropa de Elite”, 2) O cinema brasileiro está começando a aprender a fazer cinema com efeitos especiais e de uma maneira que atrai as pessoas, 3) A Brunna Lombardi com o filme sobre tomar um chifre e ir para o Caminho de Santiago de Compostella pode ir chupar um canavial de rola, e 4) Acredite se quiser: nas linhas tortas dos filmes sobre viagens no tempo e espaço, “O Homem do Futuro” consegue escrever relativamente reto – com alguns garranchos e erros de sintaxe, mas consegue escrever bem.

 

That’s it.

Uma hora a gente volta.

3%

Posted: 07/08/2011 by Luciana in Contos, Cultura, Luciana, Seriados

Olá meus queridos.

Como boa nerd, acompanhei a indicação de um projeto piloto de ficção para o YouTube. Projeto que tem apoio do governo.  Mas hein?
Sim, o governo por meio do FICTV dá apoio para filmar seu projeto piloto e aí correr atrás de patrocínio!  E uma das ganhadoras  é a produtora Maria Bonita Filmes com o 3%.

O nome se refere ao bizarro processo de seleção que todo jovem passa ao completar 20 anos: se aprovado ele poderá viver no lado lindo e maravilhoso da sociedade onde todo mundo é feliz, bem-sucedido, abastado e portador de uma bizarra cicatriz no braço direito. O problema é que só 3% são aprovados a cada ano, passando por testes que deixam prova do líder do BBB no chinelo. Os outros 97% voltam a viver no lado ruim do muro e nunca mais podem tentar de novo.

O primeiro episódio foi dividido em 3 blocos no YouTube, que você confere abaixo.

Luciana curtiu isso e recomendaBeijos
até a próxima

GUINNESS

Posted: 07/01/2011 by Luciana in Cerveja, Cultura, Curiosidades, Luciana, Lugares

Sextaaaaaaaaaaaa \o/

O que combina com sexta? Cerveja! (para alguns, não só na sexta. hehehe)
E hoje quero postar sobre a Guinness.  Descobri muita coisa legal!

Até o Darth Vader gosta de Guinness! o/

 

História:  Tudo começou em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua própria cerveja. Em 1862, quando adotou a harpa irlandesa como símbolo, a Guinness já fazia parte da vida da Irlanda. Ainda vou pesquisar o por que da Harpa.  Com mais de 250 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição que a consagrou: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura e é atualmente um ícone mundial. Toda a cerveja Guinness vendida no Brasil (só veio para cá nos anos 90) vem da cervejaria original St. James’ Gate em Dublin.

St. James' Gate - A Fábrica que o Arthur comprou para a nossa alegria

Em 1769 fez sua primeira exportação de 6 barris para a Inglaterra.  E esse ano vi que a Rainha Elisabeth em sua  “viagem da reconciliação”  recusou  uma pint de Guinness! Esses ventrues que não dão o braço a torcer são complicados!!!

Cheers Sr. Presidente!

Hoje a Guinness é comercializada em 155 países, tem 56 fábricas e 80% de participação no mercado mundial de cerveja. No mundo, 170 mil pubs consomem 10 milhões de pints (copos de 568 ml) diariamente, o que resulta em 120 pints por segundo!

 CURIOSIDADES

Perfect pint – Os seis passos para servir um copo perfeito de Guinness

O típico consumidor de Guinness é um profundo conhecedor de cervejas, sempre em busca da melhor qualidade. Por isso, é essencial servi-la adequadamente. Com as seis etapas abaixo, está garantida a apresentação perfeita dos pints tirados em qualquer estabelecimento:

  1. O copo: use um limpo, seco e nunca quente. De preferência, use o próprio pint (copo) da Guinness
  2. O ângulo: segure o pint sobre o bico da chopeira, em um ângulo de 45 o
  3. O primeiro enchimento: puxe a torneira da chopeira à frente, até que o pint esteja ¾ cheio.
  4. O repouso: deixe a cerveja descansar no pint por um minuto, até a espuma assentar.
  5. O segundo enchimento: termine de encher o pint , empurrando a torneira da chopeira para trás, parando quando a espuma alcançar a borda.
  6. Apresentação: coloque o pint na mesa com a logomarca voltada para o consumidor, mostrando um pint perfeito.

Obs.: a espuma deve estar cremosa, suave, branca e na altura certa (de 14 a 21 mm), ligeiramente elevada sobre a borda do pint.



O Livro dos Recordes tem o nome de Guinness

Buteco + Amigos + Guinness = 

A marca coleciona diversas histórias. Foi ao redor de uma mesa de bar, em um encontro regado à cerveja irlandesa, que surgiu o Guinness Book of Records, o mais famoso livro de recordes do mundo.

Consumo de Guinness
Em seu país de origem, aproximadamente a cada duas cervejas consumidas, uma é Guinness. Por manter sempre um rigoroso foco na qualidade da produção, mesmo durante todo o período de expansão, a Guinness se tornou a cerveja mais consumida do mundo em 1908.

O famoso trevo é símbolo da Irlanda e é costume também desenhá-lo na espuma do chope Guinness.

 

Fábrica da Guinness
Em 2008 abriu seus portões para os visitantes.  O prédio de 33metros tem o formato de um pint e se situa em um dos pontos mais altos de Dublin. Com isso o 1 milhão de visitantes foram registrados aumentando o turismo na Irlanda.

PUB mais antigo da Europa fica em Dublin
Abriu suas portas em 1198. (Mais antigo que o Arthur)

Aí são vendidos 2.500 pints por dia!!!

 

Como brindar em irlandês:

“Slainté” (pronuncia-se “slancha”) = “Saúde!”

Propagandas que fizeram história
As propagandas da Guinness tornaram a marca um ícone mundial. Há décadas a Guinness é famosa por suas criativas e distintas propagandas, que acumulam inclusive diversos prêmios de ouro no festival de Cannes.
A minha favorita é essa:

 

Gostaram do Post?
Espero que sim! Até a próxima, beijos e “Slainté”


Double Shot de Sexta-Feira!

Posted: 06/17/2011 by El Gordo in André, Cultura, Curiosidades, Games, Luciana

E aí, firmezinha? Entonces, eu sou uma marmota e eu estava com esse texto tamborilando na minha cabeça, mas os fatos na última semana não deixaram que eu conseguisse subir um assunto bacana no dia certo. Por isso, eu estou entrando com esse texto com quase uma semana e meia de atraso – não acontecerá de novo. E com um bônus, cobrindo a falha da minha boa amiga Luciana.

Parte 1: “E um dia, os seus filhos, Kal-El!”

Sim, isso é possível.

Ah, os prazeres da maternidade. A obrigação genética de passar nossa carga para a próxima geração, tentar fazer com que eles não cometam os mesmos erros que cometemos no passado. Como comprar livros pirateados e jogar 3D&T. Sempre nos perguntamos depois que vemos um pimpolho nos braços de um casal nerd como será o rebento nas próximas gerações: se ele vai ser um Nerd de Quarta Geração Bazingueiro, se ele será uma ostra social, ou, enojado com a imagem dos pais se vestindo de Steampunk com quase quarenta anos nas costas, ele vai gastar toda a sua mesada com academia, pó, birita e prostitutas do baixíssimo meretrício. Sempre considerou-se uma aposta arriscada ser um nerd e tentar criar um filho aos moldes clássicos do estereótipo.

A pergunta era uma sombra de dúvida não apenas nos rumos que teriam os aspiras da Nova Geração de roladores de dados e preenchedores de fichas quilométricas, porque para ser sincero, era mais fácil descobrir a fórmula do refrigerante cujo nome eu não digo que ver um casal nerd procriar e continuar junto e fazer com que seus genes conseguissem passar para a frente. Os mais puristas acreditam que a nerdice e o gosto pelo RPG são adquiridos com o tempo, uma condição social que impele os que ficam pra trás na corrida pelas menininhas ou menininhos (dependendo do sexo ou do “caminho da alma”) a se reunirem e afogarem suas tristezas e mazelas sociais com dados, salgadinhos, cigarros roubados da bolsa de mamã e sonhos idílicos onde eles são seres poderosos e/ou atormentados bagarai.

Entretanto, graças aos efeitos da Sociedade Civil Organizada do Anel em busca de um lugar ao sol desta minoria que aceita todas as outras maiorias, vem se notando grandes esforços para transformar a nerdice e a paixão por esse nosso pequeno esporte em uma coisa mais natural e passível de se transformar em um instrumento familiar. RPG FAMILIAR – quando você, seu velho safado que vivia de livros fotocopiados e revistas mensais com aventuras half-baked e resenhas mais porcas que as que eu escrevo hoje, poderia imaginar que ouviria essas duas palavras na mesma sentença?

Pois essa desgrama acontece mais do que você imagina. Graças aos bons velhotes das mesas, pioneiros na nerdice que cresceram e conseguiram seu lugar ao Sol em setores estratégicos (mwa-ha-ha-ha), conseguimos colocar o bom e velho Jogo de Interpretação de Papeis em um patamar pedagógico, didático, divertido. Eu me lembro de uma aventura one-shot em uma aula de história por uma professora substituta gorda como o “Comic Book Store Man” sobre os exploradores do sertão, isso na oitava série, no ano longínquo de 199e-não-te-interessa. E acreditem quando eu digo, meninos e meninas que estão lendo isso graças ao Google – com D20 e GURPS você pode fazer um jogo de RPG educacional de QUALQUER COISA. Inclusive de Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca. Fica a dica.

Chaotic Neutral na veia e nos livros escolares. Não em todos, mas em alguns.

A despeito de toda a agenda antinerd que sempre de vez em quando escutamos – principalmente os casos desses malditos hardcore-gamers que brincam de Ritual em um cemitério com gentinha de verdadinha com adaguinha de verdadinha – estamos deixando um bom rastro para os nossos pimpolhos. Como experiência pessoal, os poucos nerds que conheço que possuem rebentos estão doutrinando os pequenos na doutrina de rolagem de dados. E também em não estranhar quando virem os pais saindo fantasiados de casa para um evento ou live-action.

Além do mais, se seus pais te toleram nerd jogador de RPG – de mesa, de videogame ou qualquer outro jeito que inventem nas próximas décadas – fica muito mais fácil o garoto crescer e ter vontade de ser o que quiser. Engenheiro, arquiteto, psicólogo, um Toreador Antitribu, Ranger da Aliança, etc…

Melhor ter uma foto vestido de Yoda no passado que uma foto com a camisa do Palmeiras. Acredite-me.

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Parte 2: Jack Flack Sempre Escapa!

Bom, a pedidos da Luciana – que está “assoberbada de trabalho” (como diria a vadia malcomida da minha primeira patroa no Jornalismo, em um jornalzinho semanário de Jacareí) com seus afazeres em assuntos que não são da minha conta, eu resolvi tapar esse pequeno buraco tentando emular um pouco do estilo da moça, sempre mais ligada na questão cultural e afins.

Bom, eu curto cinema. Filmes, curtas, trailers, trilhas sonoras, o que você quiser – eu só não fiz uma faculdade relacionada porque minhas mãos tremem com uma câmera e achava que isso daria menos dinheiro que jornalismo (isso é possível?). E, como todo garoto da geração dos filmes da tarde, eu fui vendo um monte de filmes antigos que tinham alguma ligação com o mundo nerd. Poderia falar da trilogia De Volta para o Futuro, poderia falar da fantasia medieval de “O Feitiço de Áquila” (que poderia ser facilmente o kickstart de qualquer aventura de Dungeons & Dragons antiga), “Os Garotos Perdidos” e seu retrato de vampiros que mordem pescoços femininos, e não fronhas, vivendo na excelência de uma imortalidade jovem em Santa Monic…. Santa Carla (no primeiro corte, onde aparecia um pezinho de maconha na casa do velho, que depois foi editado para tornar o filme mais familiar no horário da tarde), mas não. Temos que ir mais fundo.

“Os Heróis Não Tem Idade” (Cloak & Dagger, EUA, 1984) é um desses filmes despretensiosos, feitos quase que numa prensa hidráulica, naqueles dias que se procurava fazer uma ponte entre crianças e aventuras em um ambiente ao mesmo tempo controlado e desafiador. O resumo da história: um garoto Forever Alone recebe de um moribundo um cartucho de videogame com planos secretos embutidos, e começa a ser perseguido por espiões interessados no McGuffin para Atari 5200. O garoto, desacreditado por todos como um sonhador e mentiroso contumaz, conta apenas com uma pistola d’água, uma bola de softball e a inspiração de um amigo imaginário que é um espião de um jogo de RPG de mesa e vídeo: Jack Flack, o espião.

Esse filme não passa na Regra dos Quinze Anos (a que qualquer filme que era bom na sua infância fica uma merda depois do 15º aniversário) por uma série de fatores: desprezar um garoto dizendo que tem segredos de Estado no auge da Guerra Fria do Reagan X Andropov é ignorar demais a paranóia que vivia a nação americana naqueles dias de Rambo e Rocky X Drago, os espiões que não conseguem dar conta de uma criança em fuga não conseguiriam nem mesmo um estágio na ABIN (que descobriu de terceiros certa vez que Osama Bin Laden deu uma palestra em Cidade do Leste em 1996, antes de ter fama internacional), os personagens são caricatos e o escambau. O filme, em suma, não é o primor de roteiro e direção. Mas ele tem uma coisa a mais, além do tempero da infância.

Pela primeira vez fora do circuito Trilamb de esculacho generalizado de nerds e seus costumes podemos ter a aplicação de conceitos de RPG em um efeito válido e interessante, tanto como efeito de cenário como para narrativa. Na primeira cena vemos uma sequência de ação onde Jack Flack escapa de uma série de espiões com piruetas e papagaiadas dignas de um espião faz-tudo. Inclusive de dois D-20 que rolam em sua direção. Embora mostrem na cena seguinte um gordo-nerd-padrão trabalhando em um computador, esse nosso passatempo favorito não é apenas uma diversão para gordos suados trancados em um quarto escuro bebendo e suando aventuras medievais. É uma coisa que pode ajudar nossos pimpolhos a conseguirem ter mais cérebro.

Alguém está vendo um óculos fundo-de-garrafa ou um protetor de canetas de bolso nesse jovem mancebo?

O problema é que, tal qual 90% da população brasileira, só fui conhecer RPG com as notícias bizarras da televisão. Mas ainda sim foi uma boa maneira de apresentar “O esporte” para o pessoal.

Pra quem viu, relembre. Pra quem não viu, veja.

20 curiosidades sobre cerveja

Posted: 06/10/2011 by Luciana in Cerveja, Cultura, Curiosidades

Cerveja é cultura

 

Antes de escrever um bom cenário ou até mesmo seu refúgio, é essencial uma pesquisa de campo. E tem lugares cheio de histórias e curiosidades.
Fora que fazer um passeio diferente de vez enquando faz um bem danado.
“Mas Lu, não tenho grana!” Meu querido e minha querida, a minha proposta  é de apenas 1 passe de metrô.  Curtiu? Bora lá?

Metrô Estação Sé destino Estação São Bento

Marco Zero Catedral da Sé – onde tudo começa!

Praça da Sé – Lugar das composições de Adoniran Barbosa.

Centro Cultural da Caixa Econômica – O prédio antigo sempre tem exposições bacanérrimas de artístas plásticos e fotografia.

Solar da Marquesa –  É uma grande relíquia do século XVIII. E essa Marquesa foi amante do imperador Dom Pedro I. (Danadinha)

Beco do Pinto – Calma! Explico o nome. O nome do Beco se refere a um dos antigos proprietários da Casa no 3, o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, que entrou em desavenças com seus vizinhos e a Municipalidade, em 1821, por ter fechado o acesso ao Beco. Era uma passagem utilizada na São Paulo colonial para o trânsito de pessoas e animais, que ligava a antiga rua do Carmo à várzea do rio Tamanduateí.

Casa Nº 1 – Arquitetura de chalé, mas era feita de taipa de pilão, em 1870.

Capela do Beato Padre Anchieta – então.. você gosta de criptas?

Pateo do Collegio – Com quase 450 anos de muita história pra contar, lugar onde foi realizada a primeira missa. Hoje em dia abriga diversos projetos.

Centro Cultural Banco do Brasil – Desde 1923 é o Banco do Brasil. E tem uma linda exposição que vai até dia 25 de junho: Mundos Impossíveis: o imaginário de Escher. (fica a dica)


Rua da Quitanda – As mulheres vendiam miúdos nessa rua, também chamada de Rua do Cotovelo por ter o formato de um. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como “Beco da Cachaça”, numa referência ao comércio de cachaça ali praticado”. (Aí sim, hein?)

Igreja Santo Antônio – Então… dia dos namorados ta aí, né? A Igreja de Santo Antônio é considerada a mais antiga dentre as igrejas remanescentes de São Paulo. Sua data de fundação, no entanto, é incerta. A mais remota referência ao templo comparece no testamento de Afonso Sardinha, datado de novembro de 1592.  (Tenho certeza que algum matusalem repousaria aí)

Praça do Patriarca – Está na ponta do Viaduto do Chá, essa praça que dá vasão à galeria que desemboca no Anhangabaú, que hoje é tão movimentada e parece realmente tão necessária pois é a encruzilhada de seis ruas, muitas delas velhos atalhos antigos de tradição, essa praça tem apenas algumas décadas de vida.

Largo do Café –  Tem esse nome, porque na época dos barões do café o Largo era o ponto de encontro para compra e venda de café. ( Huumm lugar bacana para tomar um café da tarde)

Rua do Comércio – Antigamente conhecida como “Beco do Inferno”, e para a qual encontramos a seguinte explicação dada por Byron Gaspar: “Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal freqüentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão”. Ainda bem que mudou, né?

Rua 15 de Novembro – No início do século XX era considerada a rua mais chique da cidade, onde se localizavam os principais bancos, além do comércio e cafés mais sofisticados. Mas cá entre nós? Ainda tem o seu “ar” magestoso. Lugar predileto para qualquer Ventrue.

Praça Antônio Prado – Era nessa praça que passavam os bondes. Também ficavam os moços bonitos em confeitarias. Não deixe de olhar para cima e ver o Antigo edifício Banespa e o Magestoso Edifício Martinelli.

Largo de São Bento – O Largo São Bento tem sua história diretamente ligada à história da cidade: ali estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A localização era estratégica: Tibiriçá, sogro de João Ramalho, cuidava da segurança daqueles amigos do genro que acabavam de chegar. (História pra Gangrel não botar defeito)

Igreja de São Bento –  Abrigou monges beneditinos em 1598.  Tudo dentro dessa igreja é importado.  E as imagens bem realistas, do tipo que olham pra você com um olhar de “eu sei o que você fez no verão passado”.

Gostou do post?
Quer conhecer mais???
Basta ir até a Estação Sé do Metrô e procurar o balcão de informações do TurisMetrô.

Bilhetes de metrô necessários: 1
Saídas da Estação Sé do Metrô
Todos os sábados, às 9h e 14h, e domingos, às 9h e 14h.
Duração média: 3 horas
O roteiro não sai em caso de chuva.
Itinerário pode ser alterado sem prévio aviso, visando à melhor operação do roteiro.
Máximo de 25 participantes por saída.

Não esqueça de usar um tênis ou sapato confortável e tirar muitas fotos.
Com certeza você terá novas idéias paras sua mesa de RPG.

La Belle des Cubes

Posted: 06/01/2011 by El Gordo in André, Cultura, Uncategorized

"ESPERANÇA: Porque ela pode realmente querer saber do seu Paladino Nível 12."

Tristes tempos eram aqueles em que tínhamos que suportar o mestre-de-jogo fazendo voz em falsete para interpretar uma donzela em perigo, e tentar imaginar do fundo de nosso cerebelo que aquele cara gordo e tetudo na verdade era a Michelle Pfeiffer em “O Feitiço de Áquila”. Naqueles dias era o verdadeiro RPG por amor à camisa manchada de refrigerante e salgadinhos gordurosos (cujo nome eu não coloco nessa coluna enquanto eu não conseguir um jabá).

O gênero feminino passou por muito tempo longe da nerdice generalizada, basicamente por conta do modelo neoliberal de antigamente onde o macho-alfa era o principal provedor de diversão sem risco de acabar em um relacionamento doentio, uma gravidez indesejada ou uma DST. Em suma: de uns tempos pra cá, o Lewis Skolnick digievoluiu para o Steve Jobs, ganhou um blazer Armani e virou um cara pegável.

“Mas El Gordo, isso é machismo! Você está sendo sexista, está esquecendo que existem sim mulheres nerds – inclusive, elas escrevem aqui neste espaço, sua besta!” – Sim, meu caro amigo leitor. Existem mulheres nerds, assim como existem mulheres que não são nerds e que ainda sim estão no bandwagon da moda nerd. Se você conhece uma mulher nerd fo’real, sorte a sua. Com a ajuda do Vento e das Divindades do D10, vamos chegar do lado de fora da ficha e ver como conviver com esse admirável, cheiroso, esteticamente atraente mundo novo, allons-y?

Cara, elas não são homens com peitos.

Sim, eu sei. É uma coisa que o cunhado do El Gordo ensinou há mais de 15 anos, em um churrasco de família enquanto ele falava dos seus tempos de jovem, quando colocava duas moças de vida airada em seu Escort Conversível pela Rua Augusta, lá na década de 1980. Mulheres não são homens sem aquela coisa balangando lá embaixo.

A dinâmica varia de caso pra caso – existem mulheres que não se incomodam de ouvir uma piada suja aqui ou ali, existem mulheres que também arrotam naturalmente depois de tomar duas garrafas de cerveja ou um litro de refrigerante. Elas também falam palavrão quando estão nervosas. Mas encarar este momento de defesa baixa de uma mulher – do estado natural, quando está sozinha – como mais uma ogrice padrão de um homem é de uma estupidez sem tamanho.

"ISTO não é uma mulher nerd. Não. Nem a pau."

E, acima de tudo: Diga não À Abelha-Realeza.

Embora resolvidas e liberadas pós-1970, a mulher-padrão ocidental tem pontos a mais em sua ficha da Vida para Manipulação e Representação. Não, não é um machismo, é um fato consumado: pense em todas as vezes que você cedeu espaço por um biquinho que ela tenha feito ou um cafuné cirurgicamente disparado em uma sessão de cinema.Você sabe do que estou falando.

Este tipo de interação social pode até ser bonitinho e pode te conseguir um espaço de destaque da Zona da Amizade, mas dentro do território das mesas e jogos de RPG bancar o operário trabalhando para a Abelha-Rainha pode te render mais dores de cabeça que imagina. Juntar forças com aquela mocinha bonita do outro lado da mesa por um objetivo comum e plausível – seja conquistar o Castelo do inimigo ou acabar com a sanidade do Mestre – é uma coisa, ser o capacho dela em jogo para conseguir alguns favores sentimentais fora dele não é apenas antiético: é creepy pra caralho.

Não é porque você é um nerd que você não pode ter autoestima e se impor. Mas, pelo amor do Bacon, lembre-se da primeira regra. Impor sua opinião não envolve dadodolabellices como berrar, gritar, insultar, esculachar, bater, agredir, embulachar, usar armas improvisadas ou qualquer outro tipo de assédio moral ou físico.

Bom, isto aqui é apenas um toque. Cadum é cadum, já dizia o profeta. A beleza desse mundo é que tem agora, por conta da bazzingagem nossa de cada dia, cada vez mais gente de origens e pensamentos diferentes jogando esse tal de erre-pe-gê. Pense com o cérebro, ele não foi feito apenas para processar birita e te dar um sustento. Bom-senso, personalidade e um pouco de audácia podem fazer da sua experiência mista de RPG a diferença entre um amorzinho nerd ao som da trilha de Vampire The Masquerade: Bloodlines e a reedição da primeira temporada de The IT Crowd, que é uma série muito fodapracaralho e recomendo que assistam, seus wankers.