Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Tá na horra de matar a fomê!

Posted: 07/20/2011 by El Gordo in André, Curiosidades, Doritos, Games

Sai dessa vida, xará.

Olá, meninos e meninas. Depois do meu momento “Dormi com ‘Deuses Americanos’ sob o travesseiro” com o teaser de um projeto de jogo que está sendo elaborado em SP/Capital (com vagas abertas para todos, apenas entre em contato), vamos retomar a programação normal com aquilo que mais gostamos de falar – qualquer coisa que não envolva diretamente o RPG, regras e demais convenções.

Hoje… comida. Sim. Comida.

De todas as coisas necessárias para uma boa mesa de RPG (bons livros, boa história, bons jogadores e boa trilha sonora), uma que sempre passa batido é uma boa seleção culinária – é o que, de fato, prende as pessoas dentro de sua narrativa. Porque já se dizia na Batalha de Canudos que bons soldados não lutam com fome: a última coisa que você quer é que a atenção daqueles malditos p*tos se disperse enquanto eles resmungam “Fulano, não tem nada de bom pra comer aí?”. Acredite-me: RPGistas são uns tremendos de uns famintos e eles não estão apenas com sede de uma boa aventura, XP e itens que deixem suas contas-de-banco/fichas de personagens extremamente apelativas e poderosas. (E, pelas minhas contas, eu devo 2kg de biscoitinhos de pinga a um amigo de Bauru.)

A capacidade culinária de um grupo de RPG varia e varia muito – principalmente pela idade média de seus participantes. Nos bons e velhos tempos da adolescência que não volta mais, as coisas se resumiam basicamente ao trinômio “pizza – refrigerante de cola – biscoitos recheados com carinhas felizes estampadas”, que é a Santíssima Trindade dos Gordinhos Tetudos. Bom, barato, dá energia e enche os jovens cérebros de calorias e açúcar para meter as caras nas mais loucas roubadas em busca de aventura, fama e fortuna.

"Me passa o D10 e a maionese verde, faz favor."

Esta equação de sucesso continua inexorável mas perde eficácia conforme os jogadores envelhecem, (geralmente) perdem cabelo e ganham novas responsabilidades – a pizza fica cada dia mais cara, a glicose e a pressão alta te colocam no regime dos refris “diet” (que funcionam bem também como desentupidores de privada), e você fica patético brigando com seu filho de oito anos por ter comido as bolachinhas recheadas dele. Mas a pizza, o refrigerante e os biscoitos (ou bolachas, dependendo de onde você estiver lendo) seguem fortes na preferência popular.

Não vou mentir – depois que se passa pelo portão da maioridade e as benesses que traz, algumas coisas são incorporadas ao espaço de jogo: cerveja, cigarros, um uisquinho depois da mesa para confraternizar (isso no caso dos mais abastados, claro). Coisas que não compõem apenas o jogo e seus aspectos práticos, mas torna a reunião para matar orcs e aranhas gigantes em um evento pra relaxar a cabeça e as idéias. Qualquer coisa cai bem com RPG – é como farinha de mandioca na comida. Mas existem coisas que farão a sua vida um pouco mais épica.

"Engordura meu 'Lobisomem' da 1ª Edição que eu vou servir seus dedos como tira-gosto. Como estão os aneis de cebola?"

Partindo dos clássicos e indefectíveis potinhos de amendoim japonês (que não engordura tanto, não te mata de sede e ainda serve como arma de curto alcance, mirando nos olhos do Narrador), você pode seguir por várias trilhas de petiscos de mesa, conforme seja a sua necessidade. Do tremoço e do queijo-nozinho, indiscutíveis nas mesas de boteco perto da Estação Portuguesa-Tietê em São Paulo, passamos por coisas mais requintadas como provolone fatiado, salame com um limãozinho e orégano, o “salgadinho com milho sabor nacho” com cobertura de queijo mozzarella, anéis de cebola e, por quê não, coxinhas. Qualquer lugar hoje conta com um super-atacado que vende coxinhas “modo cozinha industrial”. Ponha esse bando de fominhas para abrirem as carteiras e providencie algo com sustança. Procure na internet como fazem aneis de cebola: acredite em mim, vale a pena.

Se quiser ser mais chique e cosmopolito, faça uma sopa ou caldo para as mesas que viram a madrugada gelada do centro-sul do Brasil. Se estiver nas bandas onde o sol esquenta até mesmo depois de se por, fique a critério e com os preceitos de sua culinária regional. Apenas atente-se ao bom-senso de não preparar uma bomba digestiva, ou meu próximo post pode ser “Como limpar o banheiro que foi bombardeado depois de uma sessão de RPG com comida pesada, calor e indigestão”.

Meus caros amigos, aproveitar algumas coisas boas da vida não fazem mal a ninguém. Comer, desde que com parcimônia e com responsabilidade social e ambiental, pode ser uma arte e um aprendizado. Afinal de contas, você pode aprender em uma mesa com pessoas desconhecidas como fazer aquele petisco requintado que cabe também com um vinho merlot, uma meia-luz, um filme no home-theater e um sofá aconchegante.

GUINNESS

Posted: 07/01/2011 by Luciana in Cerveja, Cultura, Curiosidades, Luciana, Lugares

Sextaaaaaaaaaaaa \o/

O que combina com sexta? Cerveja! (para alguns, não só na sexta. hehehe)
E hoje quero postar sobre a Guinness.  Descobri muita coisa legal!

Até o Darth Vader gosta de Guinness! o/

 

História:  Tudo começou em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua própria cerveja. Em 1862, quando adotou a harpa irlandesa como símbolo, a Guinness já fazia parte da vida da Irlanda. Ainda vou pesquisar o por que da Harpa.  Com mais de 250 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição que a consagrou: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura e é atualmente um ícone mundial. Toda a cerveja Guinness vendida no Brasil (só veio para cá nos anos 90) vem da cervejaria original St. James’ Gate em Dublin.

St. James' Gate - A Fábrica que o Arthur comprou para a nossa alegria

Em 1769 fez sua primeira exportação de 6 barris para a Inglaterra.  E esse ano vi que a Rainha Elisabeth em sua  “viagem da reconciliação”  recusou  uma pint de Guinness! Esses ventrues que não dão o braço a torcer são complicados!!!

Cheers Sr. Presidente!

Hoje a Guinness é comercializada em 155 países, tem 56 fábricas e 80% de participação no mercado mundial de cerveja. No mundo, 170 mil pubs consomem 10 milhões de pints (copos de 568 ml) diariamente, o que resulta em 120 pints por segundo!

 CURIOSIDADES

Perfect pint – Os seis passos para servir um copo perfeito de Guinness

O típico consumidor de Guinness é um profundo conhecedor de cervejas, sempre em busca da melhor qualidade. Por isso, é essencial servi-la adequadamente. Com as seis etapas abaixo, está garantida a apresentação perfeita dos pints tirados em qualquer estabelecimento:

  1. O copo: use um limpo, seco e nunca quente. De preferência, use o próprio pint (copo) da Guinness
  2. O ângulo: segure o pint sobre o bico da chopeira, em um ângulo de 45 o
  3. O primeiro enchimento: puxe a torneira da chopeira à frente, até que o pint esteja ¾ cheio.
  4. O repouso: deixe a cerveja descansar no pint por um minuto, até a espuma assentar.
  5. O segundo enchimento: termine de encher o pint , empurrando a torneira da chopeira para trás, parando quando a espuma alcançar a borda.
  6. Apresentação: coloque o pint na mesa com a logomarca voltada para o consumidor, mostrando um pint perfeito.

Obs.: a espuma deve estar cremosa, suave, branca e na altura certa (de 14 a 21 mm), ligeiramente elevada sobre a borda do pint.



O Livro dos Recordes tem o nome de Guinness

Buteco + Amigos + Guinness = 

A marca coleciona diversas histórias. Foi ao redor de uma mesa de bar, em um encontro regado à cerveja irlandesa, que surgiu o Guinness Book of Records, o mais famoso livro de recordes do mundo.

Consumo de Guinness
Em seu país de origem, aproximadamente a cada duas cervejas consumidas, uma é Guinness. Por manter sempre um rigoroso foco na qualidade da produção, mesmo durante todo o período de expansão, a Guinness se tornou a cerveja mais consumida do mundo em 1908.

O famoso trevo é símbolo da Irlanda e é costume também desenhá-lo na espuma do chope Guinness.

 

Fábrica da Guinness
Em 2008 abriu seus portões para os visitantes.  O prédio de 33metros tem o formato de um pint e se situa em um dos pontos mais altos de Dublin. Com isso o 1 milhão de visitantes foram registrados aumentando o turismo na Irlanda.

PUB mais antigo da Europa fica em Dublin
Abriu suas portas em 1198. (Mais antigo que o Arthur)

Aí são vendidos 2.500 pints por dia!!!

 

Como brindar em irlandês:

“Slainté” (pronuncia-se “slancha”) = “Saúde!”

Propagandas que fizeram história
As propagandas da Guinness tornaram a marca um ícone mundial. Há décadas a Guinness é famosa por suas criativas e distintas propagandas, que acumulam inclusive diversos prêmios de ouro no festival de Cannes.
A minha favorita é essa:

 

Gostaram do Post?
Espero que sim! Até a próxima, beijos e “Slainté”


Double Shot de Sexta-Feira!

Posted: 06/17/2011 by El Gordo in André, Cultura, Curiosidades, Games, Luciana

E aí, firmezinha? Entonces, eu sou uma marmota e eu estava com esse texto tamborilando na minha cabeça, mas os fatos na última semana não deixaram que eu conseguisse subir um assunto bacana no dia certo. Por isso, eu estou entrando com esse texto com quase uma semana e meia de atraso – não acontecerá de novo. E com um bônus, cobrindo a falha da minha boa amiga Luciana.

Parte 1: “E um dia, os seus filhos, Kal-El!”

Sim, isso é possível.

Ah, os prazeres da maternidade. A obrigação genética de passar nossa carga para a próxima geração, tentar fazer com que eles não cometam os mesmos erros que cometemos no passado. Como comprar livros pirateados e jogar 3D&T. Sempre nos perguntamos depois que vemos um pimpolho nos braços de um casal nerd como será o rebento nas próximas gerações: se ele vai ser um Nerd de Quarta Geração Bazingueiro, se ele será uma ostra social, ou, enojado com a imagem dos pais se vestindo de Steampunk com quase quarenta anos nas costas, ele vai gastar toda a sua mesada com academia, pó, birita e prostitutas do baixíssimo meretrício. Sempre considerou-se uma aposta arriscada ser um nerd e tentar criar um filho aos moldes clássicos do estereótipo.

A pergunta era uma sombra de dúvida não apenas nos rumos que teriam os aspiras da Nova Geração de roladores de dados e preenchedores de fichas quilométricas, porque para ser sincero, era mais fácil descobrir a fórmula do refrigerante cujo nome eu não digo que ver um casal nerd procriar e continuar junto e fazer com que seus genes conseguissem passar para a frente. Os mais puristas acreditam que a nerdice e o gosto pelo RPG são adquiridos com o tempo, uma condição social que impele os que ficam pra trás na corrida pelas menininhas ou menininhos (dependendo do sexo ou do “caminho da alma”) a se reunirem e afogarem suas tristezas e mazelas sociais com dados, salgadinhos, cigarros roubados da bolsa de mamã e sonhos idílicos onde eles são seres poderosos e/ou atormentados bagarai.

Entretanto, graças aos efeitos da Sociedade Civil Organizada do Anel em busca de um lugar ao sol desta minoria que aceita todas as outras maiorias, vem se notando grandes esforços para transformar a nerdice e a paixão por esse nosso pequeno esporte em uma coisa mais natural e passível de se transformar em um instrumento familiar. RPG FAMILIAR – quando você, seu velho safado que vivia de livros fotocopiados e revistas mensais com aventuras half-baked e resenhas mais porcas que as que eu escrevo hoje, poderia imaginar que ouviria essas duas palavras na mesma sentença?

Pois essa desgrama acontece mais do que você imagina. Graças aos bons velhotes das mesas, pioneiros na nerdice que cresceram e conseguiram seu lugar ao Sol em setores estratégicos (mwa-ha-ha-ha), conseguimos colocar o bom e velho Jogo de Interpretação de Papeis em um patamar pedagógico, didático, divertido. Eu me lembro de uma aventura one-shot em uma aula de história por uma professora substituta gorda como o “Comic Book Store Man” sobre os exploradores do sertão, isso na oitava série, no ano longínquo de 199e-não-te-interessa. E acreditem quando eu digo, meninos e meninas que estão lendo isso graças ao Google – com D20 e GURPS você pode fazer um jogo de RPG educacional de QUALQUER COISA. Inclusive de Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca. Fica a dica.

Chaotic Neutral na veia e nos livros escolares. Não em todos, mas em alguns.

A despeito de toda a agenda antinerd que sempre de vez em quando escutamos – principalmente os casos desses malditos hardcore-gamers que brincam de Ritual em um cemitério com gentinha de verdadinha com adaguinha de verdadinha – estamos deixando um bom rastro para os nossos pimpolhos. Como experiência pessoal, os poucos nerds que conheço que possuem rebentos estão doutrinando os pequenos na doutrina de rolagem de dados. E também em não estranhar quando virem os pais saindo fantasiados de casa para um evento ou live-action.

Além do mais, se seus pais te toleram nerd jogador de RPG – de mesa, de videogame ou qualquer outro jeito que inventem nas próximas décadas – fica muito mais fácil o garoto crescer e ter vontade de ser o que quiser. Engenheiro, arquiteto, psicólogo, um Toreador Antitribu, Ranger da Aliança, etc…

Melhor ter uma foto vestido de Yoda no passado que uma foto com a camisa do Palmeiras. Acredite-me.

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Parte 2: Jack Flack Sempre Escapa!

Bom, a pedidos da Luciana – que está “assoberbada de trabalho” (como diria a vadia malcomida da minha primeira patroa no Jornalismo, em um jornalzinho semanário de Jacareí) com seus afazeres em assuntos que não são da minha conta, eu resolvi tapar esse pequeno buraco tentando emular um pouco do estilo da moça, sempre mais ligada na questão cultural e afins.

Bom, eu curto cinema. Filmes, curtas, trailers, trilhas sonoras, o que você quiser – eu só não fiz uma faculdade relacionada porque minhas mãos tremem com uma câmera e achava que isso daria menos dinheiro que jornalismo (isso é possível?). E, como todo garoto da geração dos filmes da tarde, eu fui vendo um monte de filmes antigos que tinham alguma ligação com o mundo nerd. Poderia falar da trilogia De Volta para o Futuro, poderia falar da fantasia medieval de “O Feitiço de Áquila” (que poderia ser facilmente o kickstart de qualquer aventura de Dungeons & Dragons antiga), “Os Garotos Perdidos” e seu retrato de vampiros que mordem pescoços femininos, e não fronhas, vivendo na excelência de uma imortalidade jovem em Santa Monic…. Santa Carla (no primeiro corte, onde aparecia um pezinho de maconha na casa do velho, que depois foi editado para tornar o filme mais familiar no horário da tarde), mas não. Temos que ir mais fundo.

“Os Heróis Não Tem Idade” (Cloak & Dagger, EUA, 1984) é um desses filmes despretensiosos, feitos quase que numa prensa hidráulica, naqueles dias que se procurava fazer uma ponte entre crianças e aventuras em um ambiente ao mesmo tempo controlado e desafiador. O resumo da história: um garoto Forever Alone recebe de um moribundo um cartucho de videogame com planos secretos embutidos, e começa a ser perseguido por espiões interessados no McGuffin para Atari 5200. O garoto, desacreditado por todos como um sonhador e mentiroso contumaz, conta apenas com uma pistola d’água, uma bola de softball e a inspiração de um amigo imaginário que é um espião de um jogo de RPG de mesa e vídeo: Jack Flack, o espião.

Esse filme não passa na Regra dos Quinze Anos (a que qualquer filme que era bom na sua infância fica uma merda depois do 15º aniversário) por uma série de fatores: desprezar um garoto dizendo que tem segredos de Estado no auge da Guerra Fria do Reagan X Andropov é ignorar demais a paranóia que vivia a nação americana naqueles dias de Rambo e Rocky X Drago, os espiões que não conseguem dar conta de uma criança em fuga não conseguiriam nem mesmo um estágio na ABIN (que descobriu de terceiros certa vez que Osama Bin Laden deu uma palestra em Cidade do Leste em 1996, antes de ter fama internacional), os personagens são caricatos e o escambau. O filme, em suma, não é o primor de roteiro e direção. Mas ele tem uma coisa a mais, além do tempero da infância.

Pela primeira vez fora do circuito Trilamb de esculacho generalizado de nerds e seus costumes podemos ter a aplicação de conceitos de RPG em um efeito válido e interessante, tanto como efeito de cenário como para narrativa. Na primeira cena vemos uma sequência de ação onde Jack Flack escapa de uma série de espiões com piruetas e papagaiadas dignas de um espião faz-tudo. Inclusive de dois D-20 que rolam em sua direção. Embora mostrem na cena seguinte um gordo-nerd-padrão trabalhando em um computador, esse nosso passatempo favorito não é apenas uma diversão para gordos suados trancados em um quarto escuro bebendo e suando aventuras medievais. É uma coisa que pode ajudar nossos pimpolhos a conseguirem ter mais cérebro.

Alguém está vendo um óculos fundo-de-garrafa ou um protetor de canetas de bolso nesse jovem mancebo?

O problema é que, tal qual 90% da população brasileira, só fui conhecer RPG com as notícias bizarras da televisão. Mas ainda sim foi uma boa maneira de apresentar “O esporte” para o pessoal.

Pra quem viu, relembre. Pra quem não viu, veja.

20 curiosidades sobre cerveja

Posted: 06/10/2011 by Luciana in Cerveja, Cultura, Curiosidades

Cerveja é cultura

 

Antes de escrever um bom cenário ou até mesmo seu refúgio, é essencial uma pesquisa de campo. E tem lugares cheio de histórias e curiosidades.
Fora que fazer um passeio diferente de vez enquando faz um bem danado.
“Mas Lu, não tenho grana!” Meu querido e minha querida, a minha proposta  é de apenas 1 passe de metrô.  Curtiu? Bora lá?

Metrô Estação Sé destino Estação São Bento

Marco Zero Catedral da Sé – onde tudo começa!

Praça da Sé – Lugar das composições de Adoniran Barbosa.

Centro Cultural da Caixa Econômica – O prédio antigo sempre tem exposições bacanérrimas de artístas plásticos e fotografia.

Solar da Marquesa –  É uma grande relíquia do século XVIII. E essa Marquesa foi amante do imperador Dom Pedro I. (Danadinha)

Beco do Pinto – Calma! Explico o nome. O nome do Beco se refere a um dos antigos proprietários da Casa no 3, o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, que entrou em desavenças com seus vizinhos e a Municipalidade, em 1821, por ter fechado o acesso ao Beco. Era uma passagem utilizada na São Paulo colonial para o trânsito de pessoas e animais, que ligava a antiga rua do Carmo à várzea do rio Tamanduateí.

Casa Nº 1 – Arquitetura de chalé, mas era feita de taipa de pilão, em 1870.

Capela do Beato Padre Anchieta – então.. você gosta de criptas?

Pateo do Collegio – Com quase 450 anos de muita história pra contar, lugar onde foi realizada a primeira missa. Hoje em dia abriga diversos projetos.

Centro Cultural Banco do Brasil – Desde 1923 é o Banco do Brasil. E tem uma linda exposição que vai até dia 25 de junho: Mundos Impossíveis: o imaginário de Escher. (fica a dica)


Rua da Quitanda – As mulheres vendiam miúdos nessa rua, também chamada de Rua do Cotovelo por ter o formato de um. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como “Beco da Cachaça”, numa referência ao comércio de cachaça ali praticado”. (Aí sim, hein?)

Igreja Santo Antônio – Então… dia dos namorados ta aí, né? A Igreja de Santo Antônio é considerada a mais antiga dentre as igrejas remanescentes de São Paulo. Sua data de fundação, no entanto, é incerta. A mais remota referência ao templo comparece no testamento de Afonso Sardinha, datado de novembro de 1592.  (Tenho certeza que algum matusalem repousaria aí)

Praça do Patriarca – Está na ponta do Viaduto do Chá, essa praça que dá vasão à galeria que desemboca no Anhangabaú, que hoje é tão movimentada e parece realmente tão necessária pois é a encruzilhada de seis ruas, muitas delas velhos atalhos antigos de tradição, essa praça tem apenas algumas décadas de vida.

Largo do Café –  Tem esse nome, porque na época dos barões do café o Largo era o ponto de encontro para compra e venda de café. ( Huumm lugar bacana para tomar um café da tarde)

Rua do Comércio – Antigamente conhecida como “Beco do Inferno”, e para a qual encontramos a seguinte explicação dada por Byron Gaspar: “Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal freqüentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão”. Ainda bem que mudou, né?

Rua 15 de Novembro – No início do século XX era considerada a rua mais chique da cidade, onde se localizavam os principais bancos, além do comércio e cafés mais sofisticados. Mas cá entre nós? Ainda tem o seu “ar” magestoso. Lugar predileto para qualquer Ventrue.

Praça Antônio Prado – Era nessa praça que passavam os bondes. Também ficavam os moços bonitos em confeitarias. Não deixe de olhar para cima e ver o Antigo edifício Banespa e o Magestoso Edifício Martinelli.

Largo de São Bento – O Largo São Bento tem sua história diretamente ligada à história da cidade: ali estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A localização era estratégica: Tibiriçá, sogro de João Ramalho, cuidava da segurança daqueles amigos do genro que acabavam de chegar. (História pra Gangrel não botar defeito)

Igreja de São Bento –  Abrigou monges beneditinos em 1598.  Tudo dentro dessa igreja é importado.  E as imagens bem realistas, do tipo que olham pra você com um olhar de “eu sei o que você fez no verão passado”.

Gostou do post?
Quer conhecer mais???
Basta ir até a Estação Sé do Metrô e procurar o balcão de informações do TurisMetrô.

Bilhetes de metrô necessários: 1
Saídas da Estação Sé do Metrô
Todos os sábados, às 9h e 14h, e domingos, às 9h e 14h.
Duração média: 3 horas
O roteiro não sai em caso de chuva.
Itinerário pode ser alterado sem prévio aviso, visando à melhor operação do roteiro.
Máximo de 25 participantes por saída.

Não esqueça de usar um tênis ou sapato confortável e tirar muitas fotos.
Com certeza você terá novas idéias paras sua mesa de RPG.

Ah, o Jogo de Interpretação de Papéis. O teatro da vida não tão real. É a hora e a vez onde todo mundo resolve desincorporar-se, deixar de ser aquela pessoa que paga contas, que pega o ônibus, que fuma cigarros nos lugares preestabelecidos por lei para serem malvados, fuderosos, gostosos e maldosos seres da noite sedentos por sangue, volúpia, sexo e poder. Mais ou menos como o Clube da Luta, só que sem aquela coisa toda de troca de fluídos obrigatória que envolve a atracação com roupa (o que, na grande maioria dos casos, não impende uma atracação com ou sem roupa e troca de fluídos depois do evento).

Puta mundo injusto, meo! Nunca me chamaram para uma suruba pós-live!

Mas no mundo dos live-actions, encontros de RPG e demais convenções sociais onde podemos colocar roupa de inverno em pleno verão paulistano, a duas coisas nos habituamos: à regra (sempre observada, quase sempre cumprida) de abstinência alcoólica e sexual (embora em ambos os casos a visão de uma mocinha de corset, um galã com cara de predador sexual, ou de uma garrafa de Eisenbahn nos abre a saliva) e a batalha interna entre estar dentro do personagem e o senso comum de que você tem mais de 22 anos e está representando com a sinceridade e a espontaneidade de quando você interpretou uma árvore na peça sobre laticínios no Pré-Escolar.

Nessas horas, nesse nosso grupo de amigos nerds de improviso controlado, acaba surgindo sempre o mesmo caso inconveniente: o overacting. O Toreador com um pé no almodovarianismo e o outro também, o Ventrue “Sou playboy, filhinho de papai, me afundo nessa bosta até não poder mais”, o Malkaviano de Pantufas (que ainda vai ganhar um estudo na Universidade de Cornell apenas para este caso), o Tremere Chessmaster e o Brujah PunkRockerHardcoreRevoltadoRageAgainstTheMachine. Estes arquétipos, embora válidos e constem dentro das linhas gerais de descrição em todos os livros, são apenas uma caricatura dos personagens em um ambiente vivo como acontece em jogos de verdade.

O risco de fazer um overacting é, em um primeiro instante, você ficar marcado como o jogador canastrão que não leu nada mais que um resumão daqueles que se vendem em banca para concursos, o que te transforma em um maldito jogador casual (e ninguém gosta de malditos casuais numa mesa de longo prazo). Segundo ponto: por você fazer um personagem tão bidimensional e descomplicado, a sua longevidade no jogo pode diminuir drasticamente, uma vez que você vai virar um bucha de canhão porque não dá pra confiar em alguém que possui inimigos diretos e declarados.

Mas não é o fim do mundo. É possível evitar a galhofagem e o overacting que tanto broxam jogadores, mestres e possíveis jogadores a longo prazo. Cara, meu primeiro conselho é: relaxa. Você não é o Nicolas Cage. Só por isso abra as mãos, estenda-as aos céus e agradeça sua sorte. Você não está tendo que provar nada pra ninguém, não está lá ganhando um centavo por sua participação. Em todo o caso: você não está em um grupo amador de teatro (e nada o impede que procure um caso goste de interpretar um papel). Você está lá apenas para responder às respostas do seu personagem. Se alguém pisa no seu pé, te tira do sério, haja como agiria o personagem, pura e simplesmente. Já dizia Freddie Mercury: “Surrender your ego, be free – be free to yourself”.

O segundo conselho fica para os narradores, que se fundamenta em 3 coisas: ambientação, ambientação, e ambientação. Certo – você conseguiu a casa, conseguiu os jogadores, conseguiu uma história até que decente, que geralmente envolve mitos históricos e folclóricos de seu CEP. Agora, meu filho, é a parte mais difícil: faça com que seus jogadores entrem no espírito da coisa (sempre de maneira saudável, nunca canso de frisar. Não queremos processos ou oficiais de Justiça na sua porta, queremos?): coloque uma música adequada ao ambiente e ao momento da história, conte uma história, reúna o povo em uma roda e dê uma de Joel Santana, isso fica a seu critério. Mas, pelo amor de Gary Gygax – COLOQUE SEUS JOGADORES DENTRO DO SEU JOGO!

"Ai uanti de prince vampáiri in the tópi ofi de esté"

De todas as boas experiências em live-action que tive nesses anos nesta indústria vital, sempre respeitei duas coisas: Narradores que se esforçavam para colocar o jogo no clima certo a ponto de nascerem cacoetes e idéias fixas depois das sessões, e jogadores que paravam uma cena, olhavam direto nos olhos e diziam “Role play, mermão. Role play!”. Isso é que dá tesão para continuar o jogo: é a possibilidade de encontrar um bom roteiro e poder crescer com ele: pronto, você já está um passo à frente do Nicolas Cage. Até hoje, graças às divindades do D10, não encontrei um jogo onde o pessoal estivesse interpretando como se fosse num filme do Ed Wood por mais de um live-action e sobrevivesse.

Saiba que, sim, é um costume entre narradores, Mestres de Jogo e alhures darem pontos extras para interpretação em eventos assim. Sinta o personagem, suas ações cinco minutos antes de cada live – como ele acordou, como se vestiu, o que pensava no caminho ao local de reunião. Mas não erre na mão quando resolver incorporar aquele seu personagem atormentado e meio demente e ficar babando no pescoço daquela menina de 19 anos que está jogando seu primeiro live sem ter hora pra voltar. Não confunda boa atuação com stalking ou overacting, caso contrário você corre o risco de ser educadamente convidado a ir fornicar um cachorro do outro lado da cidade da próxima vez que perguntar “quando vai ter live?”.

Ou pior - você pode acabar como esse cara.