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Tá na horra de matar a fomê!

Posted: 07/20/2011 by El Gordo in André, Curiosidades, Doritos, Games

Sai dessa vida, xará.

Olá, meninos e meninas. Depois do meu momento “Dormi com ‘Deuses Americanos’ sob o travesseiro” com o teaser de um projeto de jogo que está sendo elaborado em SP/Capital (com vagas abertas para todos, apenas entre em contato), vamos retomar a programação normal com aquilo que mais gostamos de falar – qualquer coisa que não envolva diretamente o RPG, regras e demais convenções.

Hoje… comida. Sim. Comida.

De todas as coisas necessárias para uma boa mesa de RPG (bons livros, boa história, bons jogadores e boa trilha sonora), uma que sempre passa batido é uma boa seleção culinária – é o que, de fato, prende as pessoas dentro de sua narrativa. Porque já se dizia na Batalha de Canudos que bons soldados não lutam com fome: a última coisa que você quer é que a atenção daqueles malditos p*tos se disperse enquanto eles resmungam “Fulano, não tem nada de bom pra comer aí?”. Acredite-me: RPGistas são uns tremendos de uns famintos e eles não estão apenas com sede de uma boa aventura, XP e itens que deixem suas contas-de-banco/fichas de personagens extremamente apelativas e poderosas. (E, pelas minhas contas, eu devo 2kg de biscoitinhos de pinga a um amigo de Bauru.)

A capacidade culinária de um grupo de RPG varia e varia muito – principalmente pela idade média de seus participantes. Nos bons e velhos tempos da adolescência que não volta mais, as coisas se resumiam basicamente ao trinômio “pizza – refrigerante de cola – biscoitos recheados com carinhas felizes estampadas”, que é a Santíssima Trindade dos Gordinhos Tetudos. Bom, barato, dá energia e enche os jovens cérebros de calorias e açúcar para meter as caras nas mais loucas roubadas em busca de aventura, fama e fortuna.

"Me passa o D10 e a maionese verde, faz favor."

Esta equação de sucesso continua inexorável mas perde eficácia conforme os jogadores envelhecem, (geralmente) perdem cabelo e ganham novas responsabilidades – a pizza fica cada dia mais cara, a glicose e a pressão alta te colocam no regime dos refris “diet” (que funcionam bem também como desentupidores de privada), e você fica patético brigando com seu filho de oito anos por ter comido as bolachinhas recheadas dele. Mas a pizza, o refrigerante e os biscoitos (ou bolachas, dependendo de onde você estiver lendo) seguem fortes na preferência popular.

Não vou mentir – depois que se passa pelo portão da maioridade e as benesses que traz, algumas coisas são incorporadas ao espaço de jogo: cerveja, cigarros, um uisquinho depois da mesa para confraternizar (isso no caso dos mais abastados, claro). Coisas que não compõem apenas o jogo e seus aspectos práticos, mas torna a reunião para matar orcs e aranhas gigantes em um evento pra relaxar a cabeça e as idéias. Qualquer coisa cai bem com RPG – é como farinha de mandioca na comida. Mas existem coisas que farão a sua vida um pouco mais épica.

"Engordura meu 'Lobisomem' da 1ª Edição que eu vou servir seus dedos como tira-gosto. Como estão os aneis de cebola?"

Partindo dos clássicos e indefectíveis potinhos de amendoim japonês (que não engordura tanto, não te mata de sede e ainda serve como arma de curto alcance, mirando nos olhos do Narrador), você pode seguir por várias trilhas de petiscos de mesa, conforme seja a sua necessidade. Do tremoço e do queijo-nozinho, indiscutíveis nas mesas de boteco perto da Estação Portuguesa-Tietê em São Paulo, passamos por coisas mais requintadas como provolone fatiado, salame com um limãozinho e orégano, o “salgadinho com milho sabor nacho” com cobertura de queijo mozzarella, anéis de cebola e, por quê não, coxinhas. Qualquer lugar hoje conta com um super-atacado que vende coxinhas “modo cozinha industrial”. Ponha esse bando de fominhas para abrirem as carteiras e providencie algo com sustança. Procure na internet como fazem aneis de cebola: acredite em mim, vale a pena.

Se quiser ser mais chique e cosmopolito, faça uma sopa ou caldo para as mesas que viram a madrugada gelada do centro-sul do Brasil. Se estiver nas bandas onde o sol esquenta até mesmo depois de se por, fique a critério e com os preceitos de sua culinária regional. Apenas atente-se ao bom-senso de não preparar uma bomba digestiva, ou meu próximo post pode ser “Como limpar o banheiro que foi bombardeado depois de uma sessão de RPG com comida pesada, calor e indigestão”.

Meus caros amigos, aproveitar algumas coisas boas da vida não fazem mal a ninguém. Comer, desde que com parcimônia e com responsabilidade social e ambiental, pode ser uma arte e um aprendizado. Afinal de contas, você pode aprender em uma mesa com pessoas desconhecidas como fazer aquele petisco requintado que cabe também com um vinho merlot, uma meia-luz, um filme no home-theater e um sofá aconchegante.

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