Archive for the ‘Games’ Category

Stella Artois – Game

Posted: 07/22/2011 by Luciana in Cerveja, Games, Luciana

Você gosta de jogos online?  Gosta de cerveja também?
Seus problemas acabaram!!!

Nome do jogo: The Black Diamond

A história começa em um trailer online que apresenta os detalhes da trama que envolve dois amantes, um diamanete, um ladrão e uma maldição. A diferença é que as pessoas podem se inscrever online para participar desta caça ao vivo, em um evento imersivo que envolve encenação ao vivo.

O projeto foi muito bem feito! Está tudo em inglês (se você não manja, taí uma boa oportunidade para treinar).

Beijos
Boa sexta
Bom Final de Semana
Lu

Tá na horra de matar a fomê!

Posted: 07/20/2011 by El Gordo in André, Curiosidades, Doritos, Games

Sai dessa vida, xará.

Olá, meninos e meninas. Depois do meu momento “Dormi com ‘Deuses Americanos’ sob o travesseiro” com o teaser de um projeto de jogo que está sendo elaborado em SP/Capital (com vagas abertas para todos, apenas entre em contato), vamos retomar a programação normal com aquilo que mais gostamos de falar – qualquer coisa que não envolva diretamente o RPG, regras e demais convenções.

Hoje… comida. Sim. Comida.

De todas as coisas necessárias para uma boa mesa de RPG (bons livros, boa história, bons jogadores e boa trilha sonora), uma que sempre passa batido é uma boa seleção culinária – é o que, de fato, prende as pessoas dentro de sua narrativa. Porque já se dizia na Batalha de Canudos que bons soldados não lutam com fome: a última coisa que você quer é que a atenção daqueles malditos p*tos se disperse enquanto eles resmungam “Fulano, não tem nada de bom pra comer aí?”. Acredite-me: RPGistas são uns tremendos de uns famintos e eles não estão apenas com sede de uma boa aventura, XP e itens que deixem suas contas-de-banco/fichas de personagens extremamente apelativas e poderosas. (E, pelas minhas contas, eu devo 2kg de biscoitinhos de pinga a um amigo de Bauru.)

A capacidade culinária de um grupo de RPG varia e varia muito – principalmente pela idade média de seus participantes. Nos bons e velhos tempos da adolescência que não volta mais, as coisas se resumiam basicamente ao trinômio “pizza – refrigerante de cola – biscoitos recheados com carinhas felizes estampadas”, que é a Santíssima Trindade dos Gordinhos Tetudos. Bom, barato, dá energia e enche os jovens cérebros de calorias e açúcar para meter as caras nas mais loucas roubadas em busca de aventura, fama e fortuna.

"Me passa o D10 e a maionese verde, faz favor."

Esta equação de sucesso continua inexorável mas perde eficácia conforme os jogadores envelhecem, (geralmente) perdem cabelo e ganham novas responsabilidades – a pizza fica cada dia mais cara, a glicose e a pressão alta te colocam no regime dos refris “diet” (que funcionam bem também como desentupidores de privada), e você fica patético brigando com seu filho de oito anos por ter comido as bolachinhas recheadas dele. Mas a pizza, o refrigerante e os biscoitos (ou bolachas, dependendo de onde você estiver lendo) seguem fortes na preferência popular.

Não vou mentir – depois que se passa pelo portão da maioridade e as benesses que traz, algumas coisas são incorporadas ao espaço de jogo: cerveja, cigarros, um uisquinho depois da mesa para confraternizar (isso no caso dos mais abastados, claro). Coisas que não compõem apenas o jogo e seus aspectos práticos, mas torna a reunião para matar orcs e aranhas gigantes em um evento pra relaxar a cabeça e as idéias. Qualquer coisa cai bem com RPG – é como farinha de mandioca na comida. Mas existem coisas que farão a sua vida um pouco mais épica.

"Engordura meu 'Lobisomem' da 1ª Edição que eu vou servir seus dedos como tira-gosto. Como estão os aneis de cebola?"

Partindo dos clássicos e indefectíveis potinhos de amendoim japonês (que não engordura tanto, não te mata de sede e ainda serve como arma de curto alcance, mirando nos olhos do Narrador), você pode seguir por várias trilhas de petiscos de mesa, conforme seja a sua necessidade. Do tremoço e do queijo-nozinho, indiscutíveis nas mesas de boteco perto da Estação Portuguesa-Tietê em São Paulo, passamos por coisas mais requintadas como provolone fatiado, salame com um limãozinho e orégano, o “salgadinho com milho sabor nacho” com cobertura de queijo mozzarella, anéis de cebola e, por quê não, coxinhas. Qualquer lugar hoje conta com um super-atacado que vende coxinhas “modo cozinha industrial”. Ponha esse bando de fominhas para abrirem as carteiras e providencie algo com sustança. Procure na internet como fazem aneis de cebola: acredite em mim, vale a pena.

Se quiser ser mais chique e cosmopolito, faça uma sopa ou caldo para as mesas que viram a madrugada gelada do centro-sul do Brasil. Se estiver nas bandas onde o sol esquenta até mesmo depois de se por, fique a critério e com os preceitos de sua culinária regional. Apenas atente-se ao bom-senso de não preparar uma bomba digestiva, ou meu próximo post pode ser “Como limpar o banheiro que foi bombardeado depois de uma sessão de RPG com comida pesada, calor e indigestão”.

Meus caros amigos, aproveitar algumas coisas boas da vida não fazem mal a ninguém. Comer, desde que com parcimônia e com responsabilidade social e ambiental, pode ser uma arte e um aprendizado. Afinal de contas, você pode aprender em uma mesa com pessoas desconhecidas como fazer aquele petisco requintado que cabe também com um vinho merlot, uma meia-luz, um filme no home-theater e um sofá aconchegante.

Double Shot de Sexta-Feira!

Posted: 06/17/2011 by El Gordo in André, Cultura, Curiosidades, Games, Luciana

E aí, firmezinha? Entonces, eu sou uma marmota e eu estava com esse texto tamborilando na minha cabeça, mas os fatos na última semana não deixaram que eu conseguisse subir um assunto bacana no dia certo. Por isso, eu estou entrando com esse texto com quase uma semana e meia de atraso – não acontecerá de novo. E com um bônus, cobrindo a falha da minha boa amiga Luciana.

Parte 1: “E um dia, os seus filhos, Kal-El!”

Sim, isso é possível.

Ah, os prazeres da maternidade. A obrigação genética de passar nossa carga para a próxima geração, tentar fazer com que eles não cometam os mesmos erros que cometemos no passado. Como comprar livros pirateados e jogar 3D&T. Sempre nos perguntamos depois que vemos um pimpolho nos braços de um casal nerd como será o rebento nas próximas gerações: se ele vai ser um Nerd de Quarta Geração Bazingueiro, se ele será uma ostra social, ou, enojado com a imagem dos pais se vestindo de Steampunk com quase quarenta anos nas costas, ele vai gastar toda a sua mesada com academia, pó, birita e prostitutas do baixíssimo meretrício. Sempre considerou-se uma aposta arriscada ser um nerd e tentar criar um filho aos moldes clássicos do estereótipo.

A pergunta era uma sombra de dúvida não apenas nos rumos que teriam os aspiras da Nova Geração de roladores de dados e preenchedores de fichas quilométricas, porque para ser sincero, era mais fácil descobrir a fórmula do refrigerante cujo nome eu não digo que ver um casal nerd procriar e continuar junto e fazer com que seus genes conseguissem passar para a frente. Os mais puristas acreditam que a nerdice e o gosto pelo RPG são adquiridos com o tempo, uma condição social que impele os que ficam pra trás na corrida pelas menininhas ou menininhos (dependendo do sexo ou do “caminho da alma”) a se reunirem e afogarem suas tristezas e mazelas sociais com dados, salgadinhos, cigarros roubados da bolsa de mamã e sonhos idílicos onde eles são seres poderosos e/ou atormentados bagarai.

Entretanto, graças aos efeitos da Sociedade Civil Organizada do Anel em busca de um lugar ao sol desta minoria que aceita todas as outras maiorias, vem se notando grandes esforços para transformar a nerdice e a paixão por esse nosso pequeno esporte em uma coisa mais natural e passível de se transformar em um instrumento familiar. RPG FAMILIAR – quando você, seu velho safado que vivia de livros fotocopiados e revistas mensais com aventuras half-baked e resenhas mais porcas que as que eu escrevo hoje, poderia imaginar que ouviria essas duas palavras na mesma sentença?

Pois essa desgrama acontece mais do que você imagina. Graças aos bons velhotes das mesas, pioneiros na nerdice que cresceram e conseguiram seu lugar ao Sol em setores estratégicos (mwa-ha-ha-ha), conseguimos colocar o bom e velho Jogo de Interpretação de Papeis em um patamar pedagógico, didático, divertido. Eu me lembro de uma aventura one-shot em uma aula de história por uma professora substituta gorda como o “Comic Book Store Man” sobre os exploradores do sertão, isso na oitava série, no ano longínquo de 199e-não-te-interessa. E acreditem quando eu digo, meninos e meninas que estão lendo isso graças ao Google – com D20 e GURPS você pode fazer um jogo de RPG educacional de QUALQUER COISA. Inclusive de Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca. Fica a dica.

Chaotic Neutral na veia e nos livros escolares. Não em todos, mas em alguns.

A despeito de toda a agenda antinerd que sempre de vez em quando escutamos – principalmente os casos desses malditos hardcore-gamers que brincam de Ritual em um cemitério com gentinha de verdadinha com adaguinha de verdadinha – estamos deixando um bom rastro para os nossos pimpolhos. Como experiência pessoal, os poucos nerds que conheço que possuem rebentos estão doutrinando os pequenos na doutrina de rolagem de dados. E também em não estranhar quando virem os pais saindo fantasiados de casa para um evento ou live-action.

Além do mais, se seus pais te toleram nerd jogador de RPG – de mesa, de videogame ou qualquer outro jeito que inventem nas próximas décadas – fica muito mais fácil o garoto crescer e ter vontade de ser o que quiser. Engenheiro, arquiteto, psicólogo, um Toreador Antitribu, Ranger da Aliança, etc…

Melhor ter uma foto vestido de Yoda no passado que uma foto com a camisa do Palmeiras. Acredite-me.

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Parte 2: Jack Flack Sempre Escapa!

Bom, a pedidos da Luciana – que está “assoberbada de trabalho” (como diria a vadia malcomida da minha primeira patroa no Jornalismo, em um jornalzinho semanário de Jacareí) com seus afazeres em assuntos que não são da minha conta, eu resolvi tapar esse pequeno buraco tentando emular um pouco do estilo da moça, sempre mais ligada na questão cultural e afins.

Bom, eu curto cinema. Filmes, curtas, trailers, trilhas sonoras, o que você quiser – eu só não fiz uma faculdade relacionada porque minhas mãos tremem com uma câmera e achava que isso daria menos dinheiro que jornalismo (isso é possível?). E, como todo garoto da geração dos filmes da tarde, eu fui vendo um monte de filmes antigos que tinham alguma ligação com o mundo nerd. Poderia falar da trilogia De Volta para o Futuro, poderia falar da fantasia medieval de “O Feitiço de Áquila” (que poderia ser facilmente o kickstart de qualquer aventura de Dungeons & Dragons antiga), “Os Garotos Perdidos” e seu retrato de vampiros que mordem pescoços femininos, e não fronhas, vivendo na excelência de uma imortalidade jovem em Santa Monic…. Santa Carla (no primeiro corte, onde aparecia um pezinho de maconha na casa do velho, que depois foi editado para tornar o filme mais familiar no horário da tarde), mas não. Temos que ir mais fundo.

“Os Heróis Não Tem Idade” (Cloak & Dagger, EUA, 1984) é um desses filmes despretensiosos, feitos quase que numa prensa hidráulica, naqueles dias que se procurava fazer uma ponte entre crianças e aventuras em um ambiente ao mesmo tempo controlado e desafiador. O resumo da história: um garoto Forever Alone recebe de um moribundo um cartucho de videogame com planos secretos embutidos, e começa a ser perseguido por espiões interessados no McGuffin para Atari 5200. O garoto, desacreditado por todos como um sonhador e mentiroso contumaz, conta apenas com uma pistola d’água, uma bola de softball e a inspiração de um amigo imaginário que é um espião de um jogo de RPG de mesa e vídeo: Jack Flack, o espião.

Esse filme não passa na Regra dos Quinze Anos (a que qualquer filme que era bom na sua infância fica uma merda depois do 15º aniversário) por uma série de fatores: desprezar um garoto dizendo que tem segredos de Estado no auge da Guerra Fria do Reagan X Andropov é ignorar demais a paranóia que vivia a nação americana naqueles dias de Rambo e Rocky X Drago, os espiões que não conseguem dar conta de uma criança em fuga não conseguiriam nem mesmo um estágio na ABIN (que descobriu de terceiros certa vez que Osama Bin Laden deu uma palestra em Cidade do Leste em 1996, antes de ter fama internacional), os personagens são caricatos e o escambau. O filme, em suma, não é o primor de roteiro e direção. Mas ele tem uma coisa a mais, além do tempero da infância.

Pela primeira vez fora do circuito Trilamb de esculacho generalizado de nerds e seus costumes podemos ter a aplicação de conceitos de RPG em um efeito válido e interessante, tanto como efeito de cenário como para narrativa. Na primeira cena vemos uma sequência de ação onde Jack Flack escapa de uma série de espiões com piruetas e papagaiadas dignas de um espião faz-tudo. Inclusive de dois D-20 que rolam em sua direção. Embora mostrem na cena seguinte um gordo-nerd-padrão trabalhando em um computador, esse nosso passatempo favorito não é apenas uma diversão para gordos suados trancados em um quarto escuro bebendo e suando aventuras medievais. É uma coisa que pode ajudar nossos pimpolhos a conseguirem ter mais cérebro.

Alguém está vendo um óculos fundo-de-garrafa ou um protetor de canetas de bolso nesse jovem mancebo?

O problema é que, tal qual 90% da população brasileira, só fui conhecer RPG com as notícias bizarras da televisão. Mas ainda sim foi uma boa maneira de apresentar “O esporte” para o pessoal.

Pra quem viu, relembre. Pra quem não viu, veja.

Game é cultura!

Posted: 05/26/2011 by Luciana in Cultura, Games, Luciana

A arte é cultura e a cultura, a educação.

Trabalho e estudo muito sobre mercado cultural.
Lembro de discutir a temática de Games como uma ferramenta cultural e educacional (não só para os games como para a moda também!).  Infelizmente, os produtores culturais contemporâneos, não tem o mesmo ponto de vista.

Embora os games não tenham espaço nas leis de incentivo cultural do país, alguns pontos culturais cedem espaço para jogos de RPG e live-action.
O Centro Cultural de São Paulo (próximo ao metrô Vergueiro) e a Biblioteca Viriato Correa (próximo ao metrô Vila Mariana) especializada em literatura fantástica, são excelentes exemplos de como jogo de vivência incentivam a socialização, o auto conhecimento e a diversão.

Game: The Sims - Medieval.

Video-game é arte na era da interatividade. Quantas vezes você já não se surpreendeu com gráficos perfeitos.  E o RPG nada mais é que um jogo que incentiva a criatividade e a leitura.  São ferramentas para uma inclusão social e digital funcionais.  E a dica de hoje é um documentário chamado ” Continue“.
Fala justamente sobre os games e a dificuldade de como foi montar esse projeto.
Vale a pena o clique e ouvir o que esses geeks tem a dizer!

E pra você?  Game é Cultura?