Posts Tagged ‘Curiosidade’

Antes de escrever um bom cenário ou até mesmo seu refúgio, é essencial uma pesquisa de campo. E tem lugares cheio de histórias e curiosidades.
Fora que fazer um passeio diferente de vez enquando faz um bem danado.
“Mas Lu, não tenho grana!” Meu querido e minha querida, a minha proposta  é de apenas 1 passe de metrô.  Curtiu? Bora lá?

Metrô Estação Sé destino Estação São Bento

Marco Zero Catedral da Sé – onde tudo começa!

Praça da Sé – Lugar das composições de Adoniran Barbosa.

Centro Cultural da Caixa Econômica – O prédio antigo sempre tem exposições bacanérrimas de artístas plásticos e fotografia.

Solar da Marquesa –  É uma grande relíquia do século XVIII. E essa Marquesa foi amante do imperador Dom Pedro I. (Danadinha)

Beco do Pinto – Calma! Explico o nome. O nome do Beco se refere a um dos antigos proprietários da Casa no 3, o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, que entrou em desavenças com seus vizinhos e a Municipalidade, em 1821, por ter fechado o acesso ao Beco. Era uma passagem utilizada na São Paulo colonial para o trânsito de pessoas e animais, que ligava a antiga rua do Carmo à várzea do rio Tamanduateí.

Casa Nº 1 – Arquitetura de chalé, mas era feita de taipa de pilão, em 1870.

Capela do Beato Padre Anchieta – então.. você gosta de criptas?

Pateo do Collegio – Com quase 450 anos de muita história pra contar, lugar onde foi realizada a primeira missa. Hoje em dia abriga diversos projetos.

Centro Cultural Banco do Brasil – Desde 1923 é o Banco do Brasil. E tem uma linda exposição que vai até dia 25 de junho: Mundos Impossíveis: o imaginário de Escher. (fica a dica)


Rua da Quitanda – As mulheres vendiam miúdos nessa rua, também chamada de Rua do Cotovelo por ter o formato de um. Um antigo trecho, hoje integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, era no passado conhecido como “Beco da Cachaça”, numa referência ao comércio de cachaça ali praticado”. (Aí sim, hein?)

Igreja Santo Antônio – Então… dia dos namorados ta aí, né? A Igreja de Santo Antônio é considerada a mais antiga dentre as igrejas remanescentes de São Paulo. Sua data de fundação, no entanto, é incerta. A mais remota referência ao templo comparece no testamento de Afonso Sardinha, datado de novembro de 1592.  (Tenho certeza que algum matusalem repousaria aí)

Praça do Patriarca – Está na ponta do Viaduto do Chá, essa praça que dá vasão à galeria que desemboca no Anhangabaú, que hoje é tão movimentada e parece realmente tão necessária pois é a encruzilhada de seis ruas, muitas delas velhos atalhos antigos de tradição, essa praça tem apenas algumas décadas de vida.

Largo do Café –  Tem esse nome, porque na época dos barões do café o Largo era o ponto de encontro para compra e venda de café. ( Huumm lugar bacana para tomar um café da tarde)

Rua do Comércio – Antigamente conhecida como “Beco do Inferno”, e para a qual encontramos a seguinte explicação dada por Byron Gaspar: “Um lugar imundo, esburacado, escuro e mal freqüentado. Ninguém podia nele transitar sem o necessário cuidado, tamanha era a sujeira que havia em toda a sua extensão”. Ainda bem que mudou, né?

Rua 15 de Novembro – No início do século XX era considerada a rua mais chique da cidade, onde se localizavam os principais bancos, além do comércio e cafés mais sofisticados. Mas cá entre nós? Ainda tem o seu “ar” magestoso. Lugar predileto para qualquer Ventrue.

Praça Antônio Prado – Era nessa praça que passavam os bondes. Também ficavam os moços bonitos em confeitarias. Não deixe de olhar para cima e ver o Antigo edifício Banespa e o Magestoso Edifício Martinelli.

Largo de São Bento – O Largo São Bento tem sua história diretamente ligada à história da cidade: ali estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A localização era estratégica: Tibiriçá, sogro de João Ramalho, cuidava da segurança daqueles amigos do genro que acabavam de chegar. (História pra Gangrel não botar defeito)

Igreja de São Bento –  Abrigou monges beneditinos em 1598.  Tudo dentro dessa igreja é importado.  E as imagens bem realistas, do tipo que olham pra você com um olhar de “eu sei o que você fez no verão passado”.

Gostou do post?
Quer conhecer mais???
Basta ir até a Estação Sé do Metrô e procurar o balcão de informações do TurisMetrô.

Bilhetes de metrô necessários: 1
Saídas da Estação Sé do Metrô
Todos os sábados, às 9h e 14h, e domingos, às 9h e 14h.
Duração média: 3 horas
O roteiro não sai em caso de chuva.
Itinerário pode ser alterado sem prévio aviso, visando à melhor operação do roteiro.
Máximo de 25 participantes por saída.

Não esqueça de usar um tênis ou sapato confortável e tirar muitas fotos.
Com certeza você terá novas idéias paras sua mesa de RPG.

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“Causos” do século XIX

Posted: 05/20/2011 by Luciana in Uncategorized
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Quando você viaja para o interior, sempre tem aquele tio ou avó que conta os famosos “causos” de terror.
Acredito que dariam excelentes mestres de RPG.
Adoro um bom livro, mas a história contada tem um valor do boca-a-boca e de passar de geração para geração.

Por essas histórias, no século XIX homens viajam para o Leste Europeu bem precavidos, carregando kits de proteção.

Réplica de um dos kits malucos

Dentro dessas maletas, o aparato básico para um eventual encontro com um… vampiro.
Estaca, Bíblia, crucifixo, alho. Tudo lá. Vai quê. Nunca se sabe.
Essa moda já existia antes da publicação do Drácula, de Bram Stoker, de 1897.
As maletas eram bem populares na época. Ou seja, o excesso de bagagem era mesmo fruto de paranóia criada oralmente.

E para criar mais medo,  foi mais ou menos nessa época a criação da lâmpada. Imagina você, naquela casinha iluminada com o fogo da lareira, vendo sombras e o estalar da madeira.  E então chega aquele tio, com uma malinha dessas e cheio de “causos”.  Fato: Nasci na época certa!